O Brasil vai sofrer um processo de desaceleração em seu ritmo de crescimento no próximo ano, principalmente pela onda de incertezas que leva investidores e consumidores a reverem seus projetos, adiando gastos e decisões de expansão da capacidade produtiva.
A avaliação foi feita à Agência Brasil pelo diretor do Centro de Economia Mundial da Fundação Getulio Vargas (FGV), Carlos Langoni.
“Vai ser uma desaceleração forte. Mas, eu diria que, em termos relativos, o Brasil ainda vai estar bem na fotografia, porque vamos crescer provavelmente acima da média da maioria dos países da América Latina, que vão sofrer forte contração, como o México, a Venezuela e a própria Argentina. Vamos ficar acima da média de crescimento mundial, que deve ser em torno de 2%. E, o que é mais importante, não vamos mergulhar no abismo recessivo”.
A desaceleração será provocada também pelo contágio das restrições de crédito, que “está mais escasso e caro”, e pela queda do preço das ‘commodities’ (produtos agrícolas e minerais comercializados no mercado internacional), que já está afetando setores importantes da economia, como o de mineração, e alguns setores exportadores, disse Langoni.
Ele acredita que o país vai cair de um pico de quase 7% no terceiro trimestre de 2008 para algo em torno de 3% em 2009. O grande desafio, na sua opinião, é o Brasil se preparar para sair o mais rápido possível da crise. “Ou seja, voltar a crescer acima da economia mundial e mostrar sinais de recuperação”.
Por Alana Gandra no Varal de Notícias
Dezembro 28, 2008
Dezembro 20, 2008
Reconhecimento - Dilma Rousseff vira cidadã sul-matogrossense

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, será homenageada pela Assembléia Legislativa com o título de cidadã sul-mato-grossense, em sessão solene que acontece na próxima quarta-feira, dia 26. Ainda não está confirmada a vinda da ministra para o ato. A proposição é do deputado estadual Akira Otsubo (PMDB), que também homenageia com o título o empresário José Luciano Duarte Penido, presidente da Votorantim Celulose e Papel, empresa em instalação no município de Três Lagoas.
Akira justifica a homenagem a Dilma pelo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), que ela gerencia. Em Mato Grosso do Sul o PAC destinou R$ 350 milhões em obras diversas, sobretudo na área de saneamento e habitação. Até 2010 o volume aplicado via PAC deve chegar a R$ 5 bilhões.
Dilma é economista, mestre em Teoria Econômica e doutora em Economia Monetária e Financeira. Foi ministra das Minas e Energia de 2003 a 2005. É o nome cotado pelo PT para concorrer à Presidência da República em 2010.
Por João Prestes
Dezembro 18, 2008
Presidente Lula lança Estratégia Nacional de Defesa nesta quinta-feira

Nesta quinta-feira, às 16h, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, participa da solenidade de lançamento da Estratégia Nacional de Defesa, no Salão Oeste do Palácio do Planalto. A Estratégia será implementada por meio de ato assinado durante a cerimônia, que estabelece diretrizes e ações de médio e longo prazo com o objetivo de reformular e dinamizar o setor de defesa do País.
A Estratégia Nacional de Defesa pretende modernizar a estrutura nacional de defesa mediante a atuação em três eixos estruturantes: reorganização das Forças Armadas, reestruturação da indústria brasileira de material de defesa e política de composição dos efetivos das Forças Armadas.
A Estratégia Nacional de Defesa pretende orientar a relação da sociedade com suas Forças Armadas e discutir a composição dos efetivos militares. O objetivo é manter a obrigatoriedade do serviço militar inicial para os homens e zelar para que as Forças Armadas reproduzam, em sua com posição, a população brasileira em sua representação social e geográfica.
A formulação de um planejamento de longo prazo para a área de defesa é fato inédito no Estado brasileiro e marca uma nova etapa no tratamento do tema. A meta é colocar as questões da defesa na agenda nacional e estimular na sociedade o debate sobre que defesa o país quer.
A elaboração desse plano estratégico cumpriu determinação de decreto presidencial, de 6 de setembro de 2007, que criou um Comitê Ministerial para sua formulação. O Comitê foi presidido pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, e coordenado pelo Ministro-Chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger. Também participaram do Comitê os ministros do Planejamento, Orçamento e Gestão; da Fazenda; e da Ciência e Tecnologia, além dos Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.
Do Interesse Nacional
Dezembro 10, 2008
Pré-sal muda patamar do Brasil entre potências

O petróleo descoberto na camada pré-sal, quando explorado e em produção, dará ao governo, do ponto de vista econômico, instrumentos estratégicos extraordinários para negociações internacionais nos campos das finanças e empresarial.
A análise é do meu entrevistado aqui no blog, Ildo Sauer, engenheiro nuclear, ex-diretor da Petrobrás e visto como um dos maiores especialistas brasileiros em petróleo, camada pré-sal e energia em geral. Ildo é a favor de uma mudança no marco regulatório do petróleo, considera "amadurecida" a discussão e, portanto, que a decisão pode ser adotada já.
"Numa analogia, do ponto de vista de posicionamento e negociação (para o governo brasileiro, o petróleo do pré-sal), é algo equivalente ao que tem hoje nas mãos os países que, militarmente, detém a bomba atômica", compara Ildo, para quem dentro de 3 ou 4 anos, o petróleo da camada do pré-sal que vai da costa de SC a do ES estará com seu potencial dimensionado.
Na entrevista ele defende a realização de um balanço da gestão e da política de energia nos últimos anos no Brasil. "Ele vai mostrar que no setor elétrico, onde o problema foi maior por causa de uma lacuna regulatória, o mercado livre, de 2003 a 2007, comprou cerca de 25% da energia elétrica a custos subsidiados pelas estatais, o que quase as quebrou", assinala Ildo.
Leia a entrevista.
Por ZD
Dezembro 02, 2008
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