A ministra-chefe da Casa Civil e coordenadora do Comitê Gestor do PAC, Dilma Roussef, afirmou que é necessário “duplicar o ritmo” de execução das obras, mas comemorou que “pela primeira vez, conseguimos absorver programas de saneamento e habitação feitos em parceria com municípios e Estados”.
Dilma apresentou, na quinta feira (8), o balanço do 8º trimestre do PAC e destacou que 53% dos investimentos planejados para o Programa até 2010 já foram liberados.
Após dois anos do lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), foram investidos R$ 338,4 bilhões até agosto deste ano, dos quais quase R$ 100 bilhões foram executados no ano de 2009, informou.
De todas as obras previstas, “39% foram concluídas e 52% vão a um ritmo adequado”, enquanto o resto tem atrasos que só em 2% “são preocupantes”.
A ministra explicou que os problemas de execução destes primeiros anos do programa deviam-se dificuldades na elaboração dos projetos, mas que atualmente os Estados e municípios estão alinhados com os procedimentos tanto ambientais quanto de controle pelo Tribunal de Contas, o que pode acelerar a aprovação dos projetos.
O PAC, no setor de habitação, já executou 82% das obras de urbanização de favelas e 15 Estados já contrataram 100% das obras. “Isso ocorreu porque é visível a melhora dos projetos enviados”, disse a ministra.
Dilma lembrou, como exemplo das complicações que ocorreram, do projeto de saneamento em Manaus, pois lá existe um projeto de R$ 325,6 milhões, a ser concluído em 2010, que aumenta o abastecimento de água e cria nova estação de tratamento, mas apenas em julho de 2009 foi obtida a titularidade das áreas de captação e da estação de tratamento.
C/A
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