Palavra de especialista: não só o nosso país deve comemorar altas taxas de crescimento de sua economia - como os 9% do 1º trimestre desse ano - mas toda a Ameríca Latina, particularmente nossos três parceiros do MERCOSUL, Argentina, Paraguai e Uruguai, e os dois outros associados ao Bloco, a Bolívia e o Chile, porque quando o Brasil cresce ele puxa um maior desenvolvimento desses sócios.
Foi o que aconteceu nesse início de ano, afirma o argentino Osvaldo Kacef, diretor da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL). "Quando o Brasil cresce, é uma grande notícia não apenas para países pequenos como Paraguai e Uruguai, mas também para a Argentina. (O Brasil) É o maior país da região, o motor do Cone Sul, inclusive para o Chile", diz Kacef, exemplificando com o fato de que no primeiro trimestre desse 2010, as importações brasileiras vindas do MERCOSUL foram 43% maiores do que no mesmo período de 2009.
E o melhor é que as compras do Bloco no mercado brasileiro tambem cresceram, num movimento de mão dupla porque, ainda que tenha perdido espaço para a China nos últimos anos, o Brasil é também o principal comprador de países vizinhos (como Uruguai e Argentina) ou um dos maiores (do Chile e da Colômbia).
Brasil puxa a Argentina, o Uruguai...
Assim, os 9% - o maior crescimento brasileiro em mais de uma década - não ficaram restritos às fronteiras do país, mas puxaram o dos demais do continente que, em seu conjunto, só perdeu em termos de taxas para alguns países da Ásia, cujo desenvolimento é puxado pelos astronômicos índices da China.
Os dados do PIB argentino, divulgados ontem, po exemplo, mostram a influência brasileira: ele cresceu 6,8% no 1º trimestre desse ano com as compras brasileiras tendo forte impacto em seu parque industrial. Também o PIB uruguaio foi um dos que tiveram expansão expressiva de janeiro a março, e o mesmo só não se repetiu em relação ao Chile em decorrência do terremoto que assolou o país no início do ano.
De acordo com Osvaldo Kacef, o Brasil é "uma variável fundamental para os países do Cone Sul" e ainda que não tenha a mesma "magnitude" que a China para os emergentes da Ásia (a economia chinesa é mais de duas vezes e meia maior que a brasileira), é "muito importante" para a expansão da região e a retomada de seu crescimnto pós-crise econômica internacional de 2008/2009
Por ZD
1 Surfadas:
Nos governos tucanos com seus sócios os demos, o Brasil estava sempre explicando o que deu errado e as novas "medidas de recuperação".
Agora o mundo é que busca explicações porque o Brasil e seus parceiros apresentam resultados cada vez melhores.
Como disse Lula, é muito estranho que quando a Grécia quebra a Europa treme! Um modelo falido, onde o capital internacional dita as ordens: E o capital meus caros, é egoista, irracional e implacável!
O Brasil finalmente está livre!
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